Nos acostumamos a ver o moleque apanhar, apanhar e apanhar
de novo. Mas sempre se levantava com aquele sorriso de deboche como se dissesse:
“Bate mais! Quanto mais você me bate, mais eu vou pra cima!”
Talvez por isso, aquela cena do Neymar sendo retirado de
maca aos prantos tenha sido tão chocante.
Nada diz mais sobre a natureza do Neymar do que aquele
momento: ele é realmente humano, mesmo que suas ações em campo digam o
contrário.
Acho que em todo o Brasil, as reações à lesão do Neymar foram
as mesmas. Silêncio, incredulidade e dor.
Sofremos não apenas pela falta que ele fará em campo, mas principalmente
pela dor dele fora do campo.
Neymar chegou em um estágio em que o admiramos não
só pelo que ele faz, mas por quem ele é e o que ele representa.
Nosso craque de 22 anos tinha o peso do Brasil inteiro nas
costas, mas mesmo assim jogava como se estivesse em uma pelada com os amigos
num final de semana em Santos.
Quando perguntado sobre a pressão, dizia:
“Pressão? Eu amo jogar futebol, estou apenas me divertindo!”
E como estava! Ao mesmo tempo em que se divertia, nos divertia
também. Nos alegrava com seus dribles e nos extasiava com seus gols.
Mas não mais!
Tudo isso acabou em uma jogada de pura maldade do jogador
colombiano.
Raiva, inconformismo, muitos sentimentos vieram a minha
cabeça. Por mim, esse jogador podia ser suspenso por um ano que ainda acharia
pouco.
Mas do que isso adiantaria?
Nada vai trazer o Neymar de volta a essa Copa do Mundo. Nada
vai desfazer aquela fratura na vértebra do nosso menino prodígio! Estamos de
mãos atadas.
Zuniga entrou hoje para a história como um rodapé na grandiosa história
de Neymar, que hoje escreveu seu mais triste capítulo!
Valeu por tudo, Neymar!
Obrigado pelo seu talento, pela sua ousadia e pela sua
alegria!
Enfim, obrigado por ser “nosso”!
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