quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Eles Mereciam Mais Do Que Isso!




O Campeonato Brasileiro desse ano acabou de forma melancólica! 

- Mas o campeonato não acabou ainda!

Acabou sim. Quando sabemos o campeão, o campeonato acaba. Pelo menos, era assim que deveria funcionar. Tudo o que é bom, se reserva pro final. Logo, é inadimissível que tenhamos mais 4 rodadas de futebol pra definir vagas na Libertadores e rebaixamento quando o dono do campeonato já é conhecido por todos. É uma inversão de valores incompreensível.

Na busca pela justiça, compremetemos o nosso maior bem: nosso campeonato. O futebol não é uma ciência exata. Na verdade, o futebol nem faz sentido. E é por causa disso que ele é tão fascinante. “O futebol é uma caixinha de surpresas!” Lembra?

Com boas intenções, o campeonato de pontos corridos foi implementado no Brasil. Podia até ser animador quando ainda era uma novidade, mas agora é inegável que fracassou.

Quer provas?

Tivemos um campeonato com média de público ridícula, jogos sonolentos, baixa qualidade técnica, falta de emoção, times poupados pra outras competições, etc.
Não precisa ser um gênio pra perceber que está na hora de reformular.

-Mas na Europa funciona!

Pontos corridos não funciona em nenhum lugar do mundo. Na Europa, não tropeçar contra time pequeno é mais importante que ganhar clássico. Olha só a que ponto chegamos!

CAMPEÃO GANHA DO VICE-CAMPEÃO NA FINAL!

Simples assim! E não de um time de meio da tabela de férias, um rebaixado ou um que faça corpo mole pra prejudicar o rival. Já tivemos todos esses casos aqui no brasil em apenas uma década de pontos corridos. Não podemos mais repetir esse erro!

-Mas o campeonato de pontos corridos é mais justo!

Será mesmo?
O Flamengo de 2009 foi campeão jogando contra um Grêmio de férias com juniores em campo e não podendo vencer pra não permitir que o Inter fosse campeão.
O Fluminense de 2010 foi campeão ganhando no final de Palmeiras e São Paulo que faziam corpo mole pra evitar que o Corinthians fosse campeão.
Em 2011, a CBF colocou clássicos na última rodada como quem desesperadamente diz: “Eu não sei mais o que fazer pra deixar o campeonato de pontos corridos justo e emocionante!”
Em 2013, os 4 times que ainda jogarão contra o Cruzeiro nesse final de campeonato enfrentarão um time de férias e ressaca enquanto os outros 15 times jogaram contra um Cruzeiro quase imbátível?

Eu não consigo enxergar justiça em nada disso!

Não é a toa que a Copa do Brasil está ofuscando o Brasileirão desse ano. O futebol precisa de uma final, de um herói, do gol do título, da defesa do título, do drama, da emoção, do imponderável, da surpresa. Enfim, o futebol precisa voltar a ser mais futebol!

E aos Cruzeirenses:

Meus parabéns e meus pêsames!
Vocês mereciam muito mais do que serem campeões em uma quarta feira, sem bola rolando, sem transmissão de TV aberta, sem glamour e sem taça.


Na verdade, vocês mereciam que o país inteiro parasse pra assistir vocês jogarem a final e serem coroados. Não apenas vocês, mas todos os campeões brasileiros!

domingo, 13 de outubro de 2013

Não, obrigado! Já estou satisfeito!





Sabe aquele momento em que o estômago chega a doer de tanta fome?

Naquele momento, a imagem de qualquer prato apetitoso tem o poder de fazer você buscar aquilo com unhas e dentes.

Um homem com fome não fica em estado de inércia. Ele vai atrás, busca soluções, e não para até que aquele desejo seja saciado.

Agora imagine que esse mesmo homem faminto foi servido um banquete ilimitado de sua comida preferida. No final da refeição, quando ele já estiver estufado de comida, e o garçom o perguntar se ele deseja comer mais alguma coisa, ele responderá:

-Não, obrigado! Já estou satisfeito!

E naquele momento, aquela comida que antes era tão apetitosa se torna totalmente dispensável.

O Corinthians de 2013 está simplesmente de barriga cheia. Ao assistir os últimos 10 jogos do Corinthians, é nítido perceber que o Corinthians ainda está digerindo e saboreando lentamente os últimos anos de sua história.

E justiça seja feita, que belo banquete que ele teve!

Aquele Corinthians que ganhou tudo tinha uma fome imensa. Defesa impenetrável, meio de campo inteligente e ataque mortal. Todos marcavam, todos atacavam, todos vibravam. Era um time faminto em busca do seu banquete. Ao olhar nos olhos de cada jogador, era perceptível que todos ali estavam dispostos a tudo para saciar seu desejo. E como marionetes, eles obedeciam fielmente o grito que vinha de cima:

-Não para, não para, não para!

E eles não pararam. Ganharam tudo o que poderiam ganhar e saciaram a fome.

Agora, de barriga cheia, não correm como corriam, não marcam como marcavam e não vibram como vibravam. É até compreensível, mas nunca aceitável.

A torcida do Timão, outrora satisfeita, já começa a sentir fome. Os jogadores, por outro lado, ao ouvirem o grito de “não para”, agora respondem:


-Não, obrigado! Já estamos satisfeitos!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lar doce lar!




Apenas quando está em casa, o ser humano é ele mesmo. Em casa, somos livres pra sermos quem nós somos, sem a interferência de qualquer tipo de pressão da sociedade. Em casa, fazemos o que queremos e não precisamos pedir licença. Falamos o que vem à cabeça, criamos nossas próprias regras, e estabelecemos nossos próprios limites. Muito do que é permitido na rua, é proibido em casa e vice-versa. Enfim, em casa somos donos do nosso próprio mundo!

O Flamengo só se sente em casa quando está no Maracanã! Em nenhum outro lugar do mundo, o Flamengo é tão dono do seu destino como naquele estádio que já foi chamado de “O Maior do Mundo”.

Eu sei que o Flamengo enche estádio no nordeste, em Brasília, no Sul, ou em qualquer outro lugar. Sei também que os torcedores desses lugares são tão flamenguistas quanto os cariocas. Mas nesse caso, o “onde” é mais importante que o “quem”. Eu sou muito querido na casa do meus tios, mas não importa o quão bem eles me tratem, aquela nunca será minha casa.

O Fla até tentou fazer de Brasília a sua casa, mas era tão estranho à ela quanto aos seus advrsários. Naquele estádio, o Flamengo chegava pedindo licença, e não mostrando o caminho. Ali, o Fla tirava o tênis antes de entrar pra não sujar nada. Ali, o Fla tocava a campainha ao invés de chegar com a chave na mão.

Tem uma grande diferença aí! Acredite! E os adversários percebiam isso quando enfrentavam o Flamengo no Mané Garrincha. Apesar de toda a torcida apaixonada, o Fla parecia jogar em campo neutro.

Compare essas duas frases:

-Vou jogar contra o Flamengo!
-Vou jogar contra o Flamengo no Maracanã!

A primeira impõe respeito. A segunda já impõe temor.

No Maraca, o Flamengo anda de cueca, põe o pé em cima da mesa, é dono do controle remoto e deixa claro pra todos os visitantes quem é que manda naquele lugar!


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Três jogos, um padrão!





O que os jogos do Flamengo contra o Botafogo, Náutico, e Atlético Paranaense tem em comum?

O Fla não ganhou nenhum deles. Eu sei.

Mas não foi isso o que me chamou a atenção nos três últimos jogos do Flamengo.
O que me surpreendeu foram os ótimos primeiros tempos jogado pelo Fla em cada um desses jogos.

E eu não estou exagerando quando uso a palavra ótimo.

Sei que é difícil lembrar de um bom primeiro tempo quando o resultado final é frustrante, mas vamos aos fatos:

Contra o Atlético Paranaense, o Fla fez um primeiro tempo literalmente avassalador. Foram 2 gols em 10 minutos e mais inúmeras chances de gol na primeira etapa. O Atlético achou um gol, mas mesmo assim um 4x1 no primeiro tempo não seria nenhuma surpresa diante do que foi apresentado.

Contra o Náutico, o início não foi igual ao jogo contra o Atlético, mas o Fla dominou o primeiro tempo enquanto o Náutico mal pegava na bola. O goleiro do Náutico salvou duas bolas em cima da linha fora a quantidade de gols perdidos pelos atacantes do Fla. Novamente, um 3x0 no primeiro tempo não seria nada surpreendente.

Hoje contra o Botafogo, vice-líder do campeonato e dono de um futebol muito melhor que o do Fla, a história se repetiu. Um primeiro tempo dominado pelo Flamengo, onde Jefferson impediu um placar mais elástico. O Flamengo merecia no mínimo levar um 2x0 pro intervalo.

Porém, ao mesmo tempo que o Fla tem jogado bons primeiros tempos, tem jogado segundos tempos sofríveis. Vide o resultado final desses três últimos jogos.

O que está acontecendo? Qual o motivo da queda tão acentuada de rendimento entre um tempo e outro?

Não sei! Tenho um palpite. Mas não passa disso, apenas um palpite.

Na minha opinião, o problema do Fla é físico. Os jogadores simplesmente não conseguem manter a intensidade por 90 minutos. A quantidade de jogadores caídos no fim do jogo hoje com dores musculares ilustra o que eu quero dizer.

Culpa do calendário brasileiro?
Talvez.

Culpa do estilo de jogo corrido?
Pode ser.

Culpa da falta de elenco e da pouca rotatividade?
Possível.

O fato é que há esperança para o Flamengo. O time não é bom, mas longe de ser tão horroroso como dizem. Com pernas, é competitivo. Não devia estar brigando pelo título, mas também não devia estar flertando com o rebaixamento.

Mas na Copa do Brasil, mata-mata, com o apoio da torcida...

Falta saber se vai ter fôlego pra terminar a frase acima ou vai ficar no...



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

São apenas 3 pontos!





Desde a estréia dos pontos corridos no Brasileirão, o torcedor brasileiro se viu carente de jogos decisivos, aqueles jogos de vida ou morte, que determinam o céu e o inferno. Então, como bons brasileiros, nós demos o nosso jeitinho e passamos a rotular jogos no decorrer do campeonato como “decisões”, “jogo de 6 pontos”, “final antecipada”, entre outros termos.

Não vejo nenhum problema nisso. O problema é quando você começa a acreditar que isso seja verdade. Nos pontos corridos, todo jogo é importante. Os três pontos de uma vitória na primeira rodada valem os mesmos três pontos que um jogo “decisivo” mais tarde no campeonato.

Podemos ir mais além e afirmar que todos os jogos em um campeonato de pontos corridos são decisivos. Mas assim sendo, não é necessários rotular um jogo específico como “decisivo” porque todos os outros jogos também possuem tal status.

Cruzeiro x Botafogo hoje foi um jogo importante?
Claro!

Foi um jogo mais importante que outros jogos?
Sim! Nunca subestime o fator emocional do futebol! Ganhar do vice-líder é sempre melhor que ganhar do lanterna.

Foi um jogo decisivo?
Não! Como a própria palavra já diz, para ser decisivo tem que decidir, e esse jogo de hoje não decidiu nada. Ainda...

Falando sobre o jogo, que bela partida que fez o Cruzeiro hoje! Time rápido, objetivo e mortal. Sai muito fortalecido depois desse jogo e uma vantagem de 7 pontos é bem respeitável. Se fosse em um campeonato europeu, diria até que está com uma mão na taça. Mas pra nossa felicidade, nosso campeonato é bem mais interessante e imprevisível que os de lá.

Já o Botafogo não jogou mal como o placar sugere. Muito pelo contrário, mas nenhum time do mundo pode considerar um tropeço uma derrota contra o Cruzeiro no Mineirão. Levanta a cabeça! Vida que segue!


E pra quem ainda acha que 7 pontos é irreversível, eu já vi o São Paulo de 2008 tirar 11 pontos de diferença do Grêmio e sagrar-se campeão. Vi o Flamengo de 2009 tirar 12 pontos do Palmeiras em apenas 10 rodadas e ser campeão. Então, por favor, não me fale que 7 pontos de diferença faltando 16 rodadas pro final do campeonato é decisivo. 

Não aqui!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O que falta, botafoguense?




O time do Botafogo de 2013 não é um time comum. Longe disso! Atrevo-me a dizer que esse time é excepcional.

Calma! Calma!
Não estou falando baseado apenas no nível técnico dos jogadores do Fogão, que considero bom.  Estou falando sobre tudo o que envolve esse Botafogo de 2013.

Sinceramente, não consigo lembrar de um time que tenha passado por tantas dificuldades em tão pouco tempo e que tenha se mantido tão forte e competitivo como se nada estivesse acontecendo.

Começou o ano ganhando a Taça Guanabara, com vitória em cima do Flamengo na semi e contra o Vasco na final. Tudo parecia ir bem quando vem a notícia do fechamento do Engenhão por problemas estruturais. Ali o Botafogo perdia não só a sua casa, mas uma de suas principais fontes de renda.

Como consequência, os salários começaram a atrasar e o futuro ,a médio prazo, não era animador. Depois, os jogadores decidiram não concentrar antes das partidas. Incrivelmente, o rendimento em campo parecia aumentar à medida que os problemas aumentavam fora dele.

Depois, veio a notícia de que o Engenhão só poderia ser reaberto em 2015! Salários continuavam atrasados (quase 3 meses), e em forma de protesto, o time terminou a fase de grupo da Taça Rio em com 8 pontos à frente do segundo colocado. E como ultimato à diretoria, o time venceu o Fluminense na final da Taça Rio sagrando-se campeão carioca antecipado.

 

Veio o Brasileirão e o clube foi obrigado a se desfazer de alguns de seus principais jogadores pra fazer caixa, como Andrezinho e Fellype Grabriel, tido como a engrenagen do time. Tendo que reinventar seu estilo de jogo, um garoto formado na base foi colocado no lugar de Fellype Gabriel. Incrivelmente, o moleque (Vitinho) começou a jogar muita bola e em pouco tempo se tornou uma das estrelas do time.

 

Quando tudo parecia ir bem, vem a notícia de que o Vitinho está sendo vendido pra um time russo. Ondas de protestos contra a diretoria começam, e tudo parecia estar indo por água abaixo. Ouvi até comentaristas dizendo que o Botafogo se tornava ali um time comum.

 

Comum?

Não esse Botafogo de 2013!

 

No jogo seguinte, um tal de Hyuri, substituto do Vitinho, surge fazendo um dos gols mais espetaculares da história do Brasileirão. Era como se o time dissesse:

“Calma Botafoguense, não há motivos pra desespero!”

 

E assim o Botafogo escreve sua história em 2013. Sem mencionar outros detalhes, como a sofrida classificação na Copa do Brasil contra o Figueira e os inúmeros pontos perdidos no Brasileirão com gols sofridos nos acréscimos.

 

Esse Botafogo me lembra a personagem Hidra da mitologia grega. A cada cabeça que era cortada, nasciam duas no lugar. Do mesmo jeito, a cada baque que esse Botafogo toma, ele parece voltar mais forte e mais confiante.

 

E é exatamente por isso que não consigo entender a falta de apoio do torcedor botafoguense com esse time. Esse elenco já fez por merecer apoio incondicional até o final do Brasileirão.

 

Eu sei que todos os botafoguenses estão animados com a fase do time, mas isso não significa nada se não se transformar em estádios cheios. É lá que o torcedor é capaz de fazer a diferença. Ainda mais na situação financeira complicada que o clube ainda vive. Eu vi o capitão desse time solicitar espaço na entrevista coletiva pra pedir o apoio da torcida no estádio. Nada mais justo que atendê-lo prontamente, ainda mais se tratando de Seedorf.

 

Hoje o Botafogo briga por título, e no mínimo uma Libertadores. Se levarmos em conta o fato de o clube não jogar uma Libertadores desde 1996, dá pra perceber que esse é um momento único.

 

Eu entendo também o fato de o torcedor botafoguense ter se desiludido com o time nos últimos anos. Eliminações constrangedoras, 3 vice-campeonatos contra o maior rival, queda de rendimento no segundo turno do Brasileirão nos últimos anos....

Eu sei tudo isso, mas cabe ao torcedor botafoguense ajudar a escrever um final diferente pra esse ano de 2013. Os jogadores já começaram a tarefa.

 

Depois da última vitória fora de casa contra o Santos, Oswaldo de Oliveira externou o que todos nós já sabíamos:

“O time do Botafogo está com uma fome imensurável nesse Brasileirão!”

Cabe ao torcedor mantê-lo faminto.

Quando o time cansar, o torcedor tem que ser a alma, o coração, as pernas e os pulmões do Botafogo.

Juntos, o Botafogo vai escrever uma linda história com um final feliz.

 

“E se não der certo?”

“E se o time fracassar de novo?”

“E se nós apoiarmos e acontecer tudo de novo?”

 

Dane-se se tudo der errado ou se o time fracassar!

Por acaso, o seu medo do fracasso é maior do que a sua vontade de vencer?

Você prefere ver de camarote o seu time se afundar ao invés de estar no barco junto com ele?

 

Torcer é uma questão de paixão, e não de razão.

 

Vamos lá botafoguense!


Ajude o Botafogo a ser campeão com vocês, e não apesar de vocês!

Vai valer a pena!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COMO É QUE EXPLICA?




Torcedor de futebol é uma coisa difícil de entender. 
Literalmente, são pessoas que doam seu precioso tempo para acompanhar um time que provavelmente aprendeu a torcer quando criança.

São pessoas que choram, gritam, se emocionam, comemoram. Enfim, se apaixonam.
Tudo isso a troco de nada.

"Nada?"

Racionalmente falando, absolutamente nada!

Um torcedor não fica mais rico quando seu time ganha, não fica mais bonito, nem ganha um emprego. São horas de devoção ao seu clube lendo notícias, acompanhando o mercado de jogadores, discutindo com o amigo do trabalho, assistindo aos jogos e etc.
Sem falar no dinheiro gasto com ingressos, camisas oficiais, Pay-Per-View, e outros.

Que lógica tem nisso? Porque vibrar como louco com um título que não é e nunca será seu?
Por que sair na rua no dia seguinte com a camisa do seu time achando que você teve alguma participação no título?
De onde veio essa idéia absurda?

Racionalmente falando, não faz sentido algum!

MAS quem disse que nós devemos analisar o futebol pelas lentes da razão?

Torcer não é razão, é emoção. E isso devia bastar para compreender o torcedor.

A razão diz:
"Não faz sentido"
E a emoção rebate:
"E porque precisa fazer sentido?"

A emoção não procura achar argumentos que justifiquem certo comportamento. Ela apenas sente, age e se contenta com isso.

Porque as vezes achamos que pra ser real precisa fazer sentido?
Imagina o quão chato seria nossas vidas se tudo tivesse que ter uma razão por trás.
A emoção é exatamente o que nos faz especiais.
É engraçado que atualmente sabemos como quase todo o nosso corpo humano físico funciona, mas os sentimentos e emoções ainda são um grande mistério a ser desvendado. Acho que eu prefiro um mistério a ser descoberto a uma equação matemática resolvida.

Saber é  bom, mas sentir com certeza é muito melhor.

"Porque você é apaixonado por ela?"
"Cara, eu não sei explicar. Eu apenas sinto!"

Simples, né?


Torcedor não busca estar certo ou fazer sentido, ele busca aqueles momentos mágicos no qual estará pulando abraçado a um estranho comemorando o gol do seu time. Ele busca aquele momento no qual estará chorando após uma eliminação doída. Ele busca aquele sentimento único de ver seu time levantando a taça.

E no fundo, ele sente que não está apenas assistindo, mas sim participando. O "eles" se torna "nós".

E a razão se intromete de novo:
"Nós? Você não teve nada a ver com isso! Não ajudou em nada!"
E com um sorriso de pena, a emoção responde:
"Você não consegue mesmo entender, né? Eu tenho tudo a ver com isso. Afinal de contas, eu sou o décimo segundo jogador!"

Faz sentido?
Acho que não! E desde quando paixão faz sentido?

Como dizia Lulu Santos: 
"Deixa ser pelo coração! Se é loucura, então melhor nem ter razão!"