quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lar doce lar!




Apenas quando está em casa, o ser humano é ele mesmo. Em casa, somos livres pra sermos quem nós somos, sem a interferência de qualquer tipo de pressão da sociedade. Em casa, fazemos o que queremos e não precisamos pedir licença. Falamos o que vem à cabeça, criamos nossas próprias regras, e estabelecemos nossos próprios limites. Muito do que é permitido na rua, é proibido em casa e vice-versa. Enfim, em casa somos donos do nosso próprio mundo!

O Flamengo só se sente em casa quando está no Maracanã! Em nenhum outro lugar do mundo, o Flamengo é tão dono do seu destino como naquele estádio que já foi chamado de “O Maior do Mundo”.

Eu sei que o Flamengo enche estádio no nordeste, em Brasília, no Sul, ou em qualquer outro lugar. Sei também que os torcedores desses lugares são tão flamenguistas quanto os cariocas. Mas nesse caso, o “onde” é mais importante que o “quem”. Eu sou muito querido na casa do meus tios, mas não importa o quão bem eles me tratem, aquela nunca será minha casa.

O Fla até tentou fazer de Brasília a sua casa, mas era tão estranho à ela quanto aos seus advrsários. Naquele estádio, o Flamengo chegava pedindo licença, e não mostrando o caminho. Ali, o Fla tirava o tênis antes de entrar pra não sujar nada. Ali, o Fla tocava a campainha ao invés de chegar com a chave na mão.

Tem uma grande diferença aí! Acredite! E os adversários percebiam isso quando enfrentavam o Flamengo no Mané Garrincha. Apesar de toda a torcida apaixonada, o Fla parecia jogar em campo neutro.

Compare essas duas frases:

-Vou jogar contra o Flamengo!
-Vou jogar contra o Flamengo no Maracanã!

A primeira impõe respeito. A segunda já impõe temor.

No Maraca, o Flamengo anda de cueca, põe o pé em cima da mesa, é dono do controle remoto e deixa claro pra todos os visitantes quem é que manda naquele lugar!


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