Apenas
quando está em casa, o ser humano é ele mesmo. Em casa, somos livres pra sermos
quem nós somos, sem a interferência de qualquer tipo de pressão da sociedade.
Em casa, fazemos o que queremos e não precisamos pedir licença. Falamos o que
vem à cabeça, criamos nossas próprias regras, e estabelecemos nossos próprios
limites. Muito do que é permitido na rua, é proibido em casa e vice-versa.
Enfim, em casa somos donos do nosso próprio mundo!
O Flamengo
só se sente em casa quando está no Maracanã! Em nenhum outro lugar do mundo, o
Flamengo é tão dono do seu destino como naquele estádio que já foi chamado de “O Maior do Mundo”.
Eu sei que
o Flamengo enche estádio no nordeste, em Brasília, no Sul, ou em qualquer outro
lugar. Sei também que os torcedores desses lugares são tão flamenguistas quanto
os cariocas. Mas nesse caso, o “onde” é mais importante que o “quem”. Eu sou
muito querido na casa do meus tios, mas não importa o quão bem eles me
tratem, aquela nunca será minha casa.
O Fla até
tentou fazer de Brasília a sua casa, mas era tão estranho à ela quanto aos seus
advrsários. Naquele estádio, o Flamengo chegava pedindo licença, e não
mostrando o caminho. Ali, o Fla tirava o tênis antes de entrar pra não sujar
nada. Ali, o Fla tocava a campainha ao invés de chegar com a chave na mão.
Tem uma
grande diferença aí! Acredite! E os adversários percebiam isso quando
enfrentavam o Flamengo no Mané Garrincha. Apesar de toda a torcida apaixonada,
o Fla parecia jogar em campo neutro.
Compare
essas duas frases:
-Vou jogar
contra o Flamengo!
-Vou jogar
contra o Flamengo no Maracanã!
A primeira
impõe respeito. A segunda já impõe temor.
No Maraca,
o Flamengo anda de cueca, põe o pé em cima da mesa, é dono do controle remoto e
deixa claro pra todos os visitantes quem é que manda naquele lugar!

Nenhum comentário:
Postar um comentário