Sabe aquele
momento em que o estômago chega a doer de tanta fome?
Naquele
momento, a imagem de qualquer prato apetitoso tem o poder de fazer você buscar
aquilo com unhas e dentes.
Um homem
com fome não fica em estado de inércia. Ele vai atrás, busca soluções, e não
para até que aquele desejo seja saciado.
Agora
imagine que esse mesmo homem faminto foi servido um banquete ilimitado de sua
comida preferida. No final da refeição, quando ele já estiver estufado de
comida, e o garçom o perguntar se ele deseja comer mais alguma coisa, ele
responderá:
-Não,
obrigado! Já estou satisfeito!
E naquele
momento, aquela comida que antes era tão apetitosa se torna totalmente
dispensável.
O
Corinthians de 2013 está simplesmente de barriga cheia. Ao assistir os últimos
10 jogos do Corinthians, é nítido perceber que o Corinthians ainda está digerindo
e saboreando lentamente os últimos anos de sua história.
E justiça
seja feita, que belo banquete que ele teve!
Aquele
Corinthians que ganhou tudo tinha uma fome imensa. Defesa impenetrável, meio de
campo inteligente e ataque mortal. Todos marcavam, todos atacavam, todos
vibravam. Era um time faminto em busca do seu banquete. Ao olhar nos olhos de
cada jogador, era perceptível que todos ali estavam dispostos a tudo para
saciar seu desejo. E como marionetes, eles obedeciam fielmente o grito que
vinha de cima:
-Não para,
não para, não para!
E eles não
pararam. Ganharam tudo o que poderiam ganhar e saciaram a fome.
Agora, de
barriga cheia, não correm como corriam, não marcam como marcavam e não vibram
como vibravam. É até compreensível, mas nunca aceitável.
A torcida
do Timão, outrora satisfeita, já começa a sentir fome. Os jogadores, por outro
lado, ao ouvirem o grito de “não para”, agora respondem:
-Não,
obrigado! Já estamos satisfeitos!

