sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ele ainda é humano!





Nos acostumamos a ver o moleque apanhar, apanhar e apanhar de novo. Mas sempre se levantava com aquele sorriso de deboche como se dissesse: “Bate mais! Quanto mais você me bate, mais eu vou pra cima!”

Talvez por isso, aquela cena do Neymar sendo retirado de maca aos prantos tenha sido tão chocante.
Nada diz mais sobre a natureza do Neymar do que aquele momento: ele é realmente humano, mesmo que suas ações em campo digam o contrário.

Acho que em todo o Brasil, as reações à lesão do Neymar foram as mesmas. Silêncio, incredulidade e dor.  Sofremos não apenas pela falta que ele fará em campo, mas principalmente pela dor dele fora do campo. 
Neymar chegou em um estágio em que o admiramos não só pelo que ele faz, mas por quem ele é e o que ele representa.

Nosso craque de 22 anos tinha o peso do Brasil inteiro nas costas, mas mesmo assim jogava como se estivesse em uma pelada com os amigos num final de semana em Santos. 
Quando perguntado sobre a pressão, dizia: 
“Pressão? Eu amo jogar futebol, estou apenas me divertindo!”

E como estava! Ao mesmo tempo em que se divertia, nos divertia também. Nos alegrava com seus dribles e nos extasiava com seus gols.

Mas não mais!

Tudo isso acabou em uma jogada de pura maldade do jogador colombiano.
Raiva, inconformismo, muitos sentimentos vieram a minha cabeça. Por mim, esse jogador podia ser suspenso por um ano que ainda acharia pouco.
Mas do que isso adiantaria?

Nada vai trazer o Neymar de volta a essa Copa do Mundo. Nada vai desfazer aquela fratura na vértebra do nosso menino prodígio! Estamos de mãos atadas.

Zuniga entrou hoje para a história como um rodapé na grandiosa história de Neymar, que hoje escreveu seu mais triste capítulo!

Valeu por tudo, Neymar!
Obrigado pelo seu talento, pela sua ousadia e pela sua alegria!


Enfim, obrigado por ser “nosso”!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O gigante voltou?




O mosaico botafoguense na noite desta quarta feira exibia a frase: “O gigante voltou”. Bem diferente da famosa frase usada por vários times recentemente que diz “O campeão voltou”. Escolha perfeita para definir a noite botafoguense. O que o Botafogo mais precisa atualmente não é de títulos, é uma coisa bem mais importante que isso: precisa voltar a ser gigante. 

E hoje, naquele Maracanã abarrotado de alvinegros, o Botafogo se sentiu gigante, e isso fez toda a diferença. Um gigante não se faz com grandes títulos, mas sim, com grandes multidões.

Na entrevista pós jogo, o Lordeiro disse: "Todos me diziam que o Botafogo tinha uma torcida grande, e eu sempre tive vontade de conhecer. Hoje finalmente conheci e ela foi o nosso décimo segundo jogador."
Precisa falar mais?

Depois de muito tempo, os torcedores botafoguenses finalmente entenderam que eles não vão a um estádio pra ver o gigante Botafogo jogar, eles vão exatamente para fazer do Botafogo um gigante.

E se você tem dúvidas de que o Botafogo foi gigante hoje, pergunte aos equatorianos o que eles sentiram quando pisaram no Maracanã.

É claro que a dúvida estava estampada no rosto de cada torcedor e o medo do fracasso estava pairando no ar. Mas hoje não teve cobrança, nem pessimismo. Teve apoio e isso bastou, como sempre basta. Não para ser campeão, mas para ser gigante.

“E ninguém cala esse nosso amor!”
Esta certo botafoguenses! Os únicos capazes de calarem esse amor são voces mesmos!

Terça-feira tem mais! 
Alguma dúvida de que eles precisam de vocês?